Post

Gravação do Webinar: Vantagens da Madeira

In Madeira, Portugal, Tax, Tax incentives on maio 4, 2017 by NEWCO Tagged: , , , ,

Blog_WEBINAR_Madeira_

Já está online a gravação do nosso webinar As Vantagens da Madeira.

Neste webinar o nosso Managing Partner, Frederico Gouveia e Silva, explicou as vantagens que a Madeira e o seu Centro Internacional de Negócios oferecem para investimentos internacionais, tanto do ponto de vista fiscal como operacional e institucional.

Assista à gravação.

    Comentários desativados em Gravação do Webinar: Vantagens da Madeira

    Post

    Portugal: Proibição de Ações ao Portador

    In Holding, Madeira, NEWCO, Portugal, Tax on maio 3, 2017 by NEWCO Tagged: , , ,

    document-428331_1280

    Foi publicada hoje em Portugal a lei 15/2017 que proíbe a emissão de valores mobiliários ao portador e cria um regime transitório destinado à conversão, em nominativos, de tais valores existentes à data da sua entrada em vigor.

    Nos termos desta Lei, a partir de 4 de Maio de 2017, data de entrada em vigor da presente Lei, todas as ações emitidas terão de ser nominativas, não sendo permitida a emissão de ações ao portador. Os valores mobiliários ao portador deverão ser convertidos em nominativos no prazo de seis meses a contar desta data, ficando também proibida a transmissão de valores mobiliários ao portador e suspenso o direito a participar em distribuição de resultados associado a valores mobiliários ao portador.

    A conversão dos valores mobiliários ao portador em nominativos será objeto de regulamentação pelo Governo nos próximos 120 dias.

    Consulte aqui o texto integral da Lei.

    Comentários desativados em Portugal: Proibição de Ações ao Portador

    Post

    Novo webinar: As vantagens da Madeira

    In International tax planning, Madeira, NEWCO, Portugal on abril 23, 2017 by NEWCO Tagged: ,

    Blog_WEBINAR_Madeira_

    Novo webinar: As vantagens da Madeira
    Quinta-feira, 4 de Maio às 15h

    Existirá ainda espaço para regimes especiais de baixa tributação, como o da Madeira, numa era de globalização em que BEPS, transparência e troca de informações são as palavras de ordem?

    O panorama fiscal internacional mudou muito desde que realizámos o nosso primeiro webinar sobre o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), em 2013. Mas os fundamentos que permitiram a criação deste regime fiscal privilegiado, e que sustentam a sua competitividade hoje em dia, mantêm-se mais relevantes do que nunca: eficiência, transparência e credibilidade são princípios que nortearam o desenvolvimento do CINM desde princípio e que justificam, cada vez mais, a opção de tantos investidores pela Madeira como base para a gestão das suas operações internacionais.

    No próximo webinar sobre a Madeira, explicaremos as vantagens que esta jurisdição oferece para investimentos internacionais, tanto do ponto de vista fiscal como operacional e institucional.

    Inscreva-se já.

      Comentários desativados em Novo webinar: As vantagens da Madeira

      Post

      Portugal ratifica acordos com Ilhas Virgens Britânicas e Guernsey sobre troca de informações em matéria fiscal

      In International tax planning, Madeira, Portugal, Tax, Tax planning on fevereiro 17, 2017 by NEWCO

      network-1738084_1280

      Foi ontem publicado em Diário da República, o Decreto do Presidente da República n.º 15/2017 que ratifica o Acordo entre a República Portuguesa e o Governo das Ilhas Virgens Britânicas sobre Troca de Informações em Matéria Fiscal, assinado em Londres, em 5 de outubro de 2010 e aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 25/2017, em 6 de janeiro de 2017.

      Por sua vez, foi hoje publicado em Diário da República, o Decreto do Presidente da República n.º 17/2017, que ratifica o Acordo entre a República Portuguesa e Guernsey sobre Troca de Informações em Matéria Fiscal, assinado em Londres, em 9 de julho de 2010 e aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 27/2017, em 6 de janeiro de 2017.

      Desde há muito que Portugal, as Ilhas Virgens Britânica e Guernsey vêm desenvolvendo esforços na luta contra os crimes financeiros e outros, designadamente focalizados no financiamento do terrorismo. A 21 de Fevereiro de 2002, Guernsey comprometeu-se politicamente a adotar os princípios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico em matéria de troca efetiva de informações. A 2 de Abril do mesmo ano, as Ilhas Virgens Britânicas assumiram formalmente, por escrito, um compromisso político relativamente aos princípios da OCDE sobre a transparência e troca de informações e subsequentemente participaram ativamente no Fórum Global sobre Fiscalidade da OCDE.

      É por isso vontade comum a estes territórios, intensificar e facilitar os termos e as condições que regulam a troca de informações em matéria tributária. Consulte a lista completa de acordos aqui.

      Comentários desativados em Portugal ratifica acordos com Ilhas Virgens Britânicas e Guernsey sobre troca de informações em matéria fiscal

      Post

      Portugal soma uma nova Convenção para evitar a Dupla Tributação e dois novos acordos sobre troca de informações em matéria fiscal

      In Double taxation treaties, Madeira, NEWCO, Portugal, Tax, Tax incentives, Tax planning on fevereiro 14, 2017 by NEWCO Tagged: , ,

      document-428331_1280

      Convenção para evitar a dupla tributação entre Portugal e o Principado de Andorra

      De acordo com o Decreto do Presidente da República n.º 12/2017, publicado hoje em Diário da República, foi ratificada a Convenção entre a República Portuguesa e o Principado de Andorra para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Nova Iorque em 27 de setembro de 2015 e aprovada pela Resolução da Assembleia da República n.º 22/2017, em 22 de dezembro de 2016.

      O principal objetivo da presente Convenção é o de eliminar a dupla tributação internacional no que diz respeito às diferentes categorias de rendimentos auferidos por residentes de ambos os Estados, bem como prevenir a evasão fiscal, criando um quadro fiscal mais estável e transparente para os investidores e outros contribuintes de ambos os Estados, o que resulta num impacto positivo sobre o desenvolvimento do comércio de bens e serviços, dos fluxos de capitais, das transferências de tecnologia e da circulação de pessoas entre Portugal e Andorra.

      Acordos sobre Troca de Informações em Matéria Fiscal:

      Portugal / Belize: De acordo com o Decreto do Presidente da República n.º 13/2017, publicado hoje em Diário da República, foi ratificado o Acordo entre a República Portuguesa e o Belize sobre Troca de Informações em Matéria Fiscal, assinado em Londres em 22 de outubro de 2010 e aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 23/2017, em 6 de janeiro de 2017.

      Portugal/ Ilhas Turcas e Caicos: De acordo com o Decreto do Presidente da República n.º 10/2017, publicado hoje em Diário da República, foi ratificado o Acordo entre a República Portuguesa e o Governo das Ilhas Turcas e Caicos sobre Troca de Informações em Matéria Fiscal, assinado em Londres, em 21 de dezembro de 2010 e aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 20/2017, em 6 de janeiro de 2017.

      Estes acordos resultam do desejo comum a estes territórios de quererem intensificar e facilitar os termos e condições que regulam a troca de informações em matéria fiscal. Verifique a lista completa de acordos aqui.

      Comentários desativados em Portugal soma uma nova Convenção para evitar a Dupla Tributação e dois novos acordos sobre troca de informações em matéria fiscal

      Post

      Convenção para eliminar a dupla tributação celebrada entre Malta e México

      In Double taxation treaties, International tax planning, Malta, Mexico, Tax planning, Trading on janeiro 27, 2017 by NEWCO

      Malta

      Está em vigor e produz efeitos, desde 1 de Janeiro de 2015, a Convenção para evitar a dupla tributação assinada entre Malta e o México, que proporciona condições interessantes para a otimização de investimentos neste mercado.

      Este tratado segue as linhas da maioria das convenções celebradas atualmente, incorporando os elementos básicos da Convenção Modelo em matéria de imposto sobre o rendimento e o património da OCDE, ainda que à semelhança de outros tratados celebrados pelo México e conforme estabelecido na Convenção Modelo das Nações Unidas, inclua algumas disposições que outorgam ao Estado da fonte mais direitos para tributar os rendimentos que aí sejam gerados (como acontece no caso dos dividendos, juros, royalties e mais-valias), bem como inclui um conceito amplo de estabelecimento estável.

      Residência:

      O critério de residência determinado pela Convenção é o do domicílio, residência, local de direção ou qualquer outro critério de natureza semelhante aplicável em virtude da legislação do Estado contratante relevante.

      A regra de desempate aplicável, no caso das pessoas coletivas, é a disposição alternativa proposta no parágrafo 24.1. dos comentários ao artigo 4º da Convenção Modelo da OCDE, que estabelece que eventuais conflitos na determinação da residência deverão ser resolvidos pelas autoridades competentes por mútuo acordo mediante um procedimento amigável, tendo em conta o local de direção efetiva, o local de constituição ou quaisquer outros fatores tidos como relevantes.

      Adicionalmente ao critério utilizado no artigo 4 da Convenção Modelo, é determinado que uma associação de pessoas apenas poderá ser considerada residente para efeitos desta Convenção se os rendimentos que obtenha estiverem sujeitos a imposto enquanto rendimento de um residente desse Estado, seja a título de rendimento da associação ou dos seus associados.

      Estabelecimento estável:

      A convenção celebrada entre Malta e o México inclui uma definição ampla de estabelecimento estável, que contempla a prestação de serviços (incluindo os de consultoria) prestados por uma empresa através dos seus colaboradores ou de outro tipo de pessoal contratado pela empresa estrangeira, sempre que as atividades no outro país tenham uma duração superior a 183 dias dentro de cada período de 12 meses.

      Transporte Internacional:

      Nos termos da convenção, os lucros provenientes da exploração de navios ou de aeronaves no tráfego internacional apenas serão tributados no Estado de residência da empresa que os obtenha.

      A definição do conceito de “transporte internacional” é semelhante à estabelecida noutros tratados assinados pelo México. De acordo com o texto da Convenção, os lucros de um residente de um Estado contratante que provenham da exploração de navios ou aeronaves no tráfego internacional apenas poderão ser sujeitos a tributação nesse Estado. O conceito de  lucros inclui os ganhos que resultem da exploração de navios ou aeronaves (a tempo inteiro ou por viagem) bem como o afretamento de navios ou aeronaves a casco nu, quando sejam operados no tráfego internacional pelo afretador e os lucros sejam obtidos por um residente de um dos Estados contratantes, que se dedique à exploração de navios ou aeronaves no tráfego internacional.

      Nos termos deste tratado, os lucros derivados da utilização ou aluguer de contentores no tráfego internacional (incluindo rebocadores, barcaças e equipamento relacionado com o transporte de contentores) também terão o tratamento de “transporte internacional”, sempre que tal utilização ou afretamento seja inerente à exploração de navios ou aeronaves no tráfego internacional.

      Dividendos:

      Normalmente, a distribuição de dividendos por parte de uma empresa mexicana ao seu sécio não residente, está sujeita a uma taxa de retenção na fonte de 10%.

      Em Malta, a distribuição de dividendos não está em geral sujeita a retenção na fonte, quando se tratam de sócios não residentes em Malta.

      Nos termos da Convenção em análise, os dividendos pagos por uma empresa residente num Estado contratante ao residente de outro Estado contratante, serão tributados neste último. O conceito de dividendos inclui rendimentos provenientes de ações, ações ou bónus de fruição, partes de minas, partes de fundadores ou outros direitos, com exceção dos créditos que permitam participar nos lucros, assim como os rendimentos sujeitos ao mesmo regime fiscal que os rendimentos de ações pela legislação do Estado de que é residente a sociedade que os distribui.

      Considerando esta regra, e sabendo que Malta tem um regime de Participation Exemption muito abrangente e flexível, Malta por ser uma excelente alternativa para o estabelecimento de uma holding que detenha investimentos no México.

      Juros:

      Nos termos desta Convenção, os juros provenientes de um Estado Contratante e pagos a um residente do outro Estado Contratante podem ser tributados nesse outro Estado. No entanto, esses juros podem ser igualmente tributados no Estado Contratante de que provêm e de acordo com a legislação desse Estado, mas, se o beneficiário efetivo dos juros for um residente do outro Estado Contratante, o imposto assim estabelecido não poderá exceder:

      – 5% do montante bruto dos juros pagos por uma entidade bancária;

      – 10 % do montante bruto dos juros, em todos os outros casos.

      No México, em geral, o pagamento de juros por parte de residentes ao estrangeiro, é sujeito à taxa geral de retenção é de 30%, aplicando-se em alguns casos algumas taxas especiais, como seja 4.9% sobre juros pagos a (ou por) instituições financeiras registadas, ou 40% sobre pagamentos realizados a paraísos fiscais, com algumas exceções.

      Em Malta, não se aplica qualquer retenção sobre os juros pagos a residentes no estrangeiro.

      Royalties e Assistência Técnica:

      No México, as royalties pagas a residentes no estrangeiro são geralmente sujeitas a uma taxa de retenção de 25%. O uso ou fruição de marcas e patentes, por outro lado, está sujeito a uma taxa de retenção na fonte de 30%, enquanto que o pagamento a alguns paraísos fiscais pode implicar uma taxa de retenção de 40%. Os pagamentos de royalties a residentes em Malta, nos termos deste tratado, contemplam uma taxa reduzida de 10%.

      A assistência técnica não está incluída na definição de royalties descrita nesta convenção, pelo que os pagamentos que resultem deste tipo de serviços estarão à partida isentos no Estado da fonte, se considerados rendimentos empresariais, exceto nos casos em que exista um Estabelecimento estável nesse Estado.

      Mais-valias:

      Muitos dos acordos para evitar a dupla tributação conferem ao Estado da fonte o direito de tributar as mais-valias obtidas na venda de ações de empresas aí residentes.

      O acordo para evitar a dupla tributação entre México e Malta prevê, contudo, a partilha do direito de tributar com o Estado da fonte nos casos em que a participação seja de pelo menos 25% e tenha sido detida pelo menos durante 12 meses, bem como quando mais de 50% do ganho obtido na alienação das ações derive de ativos imobiliários localizados no Estado da fonte.

      Os ganhos provenientes da alienação de bens mobiliários que façam parte do ativo de um estabelecimento estável que uma empresa de um Estado Contratante tenha no outro Estado Contratante ou de bens mobiliários afetos a uma instalação fixa de que um residente de um Estado Contratante disponha no outro Estado Contratante para o exercício de uma profissão independente, incluindo os ganhos provenientes da alienação desse estabelecimento estável (isolado ou como conjunto da empresa) ou dessa instalação fixa, podem ser tributados nesse outro Estado.

      É ainda determinado que os ganhos provenientes da alienação de navios ou aeronaves utilizados no tráfego internacional ou de bens mobiliários afetos à exploração desses navios ou aeronaves só podem ser tributados no Estado Contratante em que estiver situada a direcção efetiva da empresa.

      Limitação de benefícios e regras anti-abuso

      Por regra, o México inclui nos tratados celebrados com outros Estados regras de limitação na concessão dos benefícios e de disposições anti-abuso, com o objetivo de proteger os seus interesses e evitar o uso inapropriado das convenções.

      Assim, o tratado com Malta estabelece que, para aceder aos seus benefícios os rendimentos devem estar ”sujeitos a imposto”. Nos casos em que os rendimentos beneficiem de uma isenção total ou parcial, com base em algum regime especial ou práticas administrativas por parte de qualquer um dos Estados, ser-lhe-ão negados os benefícios previstos na convenção. Para o efeito, considera-se que existe um regime especial quando os dois Estados contratantes assim o tenham considerado de mútuo acordo.

      Foi igualmente incluída na convenção celebrada entre o México e Malta uma outra disposição para evitar a erosão da base tributável. Assim, os artigos referentes a juros e royalties não se aplicarão caso tais rendimentos sejam pagos no âmbito de uma transação ou série de transações que estejam estruturadas de tal maneira que o recetor dos rendimentos que tenha direito aos benefícios do tratado receba tais dividendos e pague pelo menos 50% dos mesmos, direta ou indiretamente, a outra pessoa que não seja residente do Estado contratante em causa, e que portanto não teria normalmente acesso aos benefícios ou a benefícios equivalentes aos previstos na convenção.

      Com uma legislação moderna, que protege os interesses dos investidores, e uma Administração e entidades reguladoras competentes, rigorosos mas muito sensíveis às questões empresariais, Malta tornou-se a jurisdição ideal para desenvolver negócios em mercados internacionais, nomeadamente em países como o México.

      Descarregue a nossa Brochura sobre Malta para conhecer melhor as vantagens de investir no México através desta jurisdição.

      Comentários desativados em Convenção para eliminar a dupla tributação celebrada entre Malta e México

      Post

      Portugal: Novidades fiscais em 2017

      In Madeira, Portugal, Tax, Tax incentives on janeiro 12, 2017 by NEWCO Tagged: , , , ,

      Perdão fiscal

      O ano novo trouxe poucas alterações relevantes do ponto de vista fiscal, em Portugal, o que muito contribui para a estabilidade do regime fiscal, que os investidores tanto prezam.

      Destacam-se, em seguida, as alterações introduzidas no âmbito do Orçamento de Estado para 2017 que poderão ter impacto nas empresas do Centro Internacional de Negócios da Madeira:

      • Pagamento especial por conta: O limite mínimo do PEC, que anteriormente era €1 000, foi reduzido para €850;
      • Informação vinculativa urgente: O prazo máximo de resposta ao pedido de informação vinculativa urgente é reduzido de 90 dias para 75 dias;
      • Países, territórios ou regiões com regime claramente mais favorável: passam a ser também considerados países, territórios ou regiões com regime claramente mais favorável aqueles que, ainda que não constem da lista publicada pelo Governo Português, não disponham de um imposto de natureza idêntica ou similar ao IRC ou, existindo, a taxa aplicável seja inferior a 60% da taxa de IRC em vigor em Portugal, sempre que, cumulativamente, os códigos e leis tributárias o refiram expressamente e existam relações especiais entre pessoas e entidades aí residentes e residentes em território português; Esta regra não é aplicável aos Estados Membros da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu (desde que vinculado a cooperação administrativa no domínio da fiscalidade equivalente à estabelecida no âmbito da União Europeia).

      Ainda neste âmbito, a Ilha de Man, Jersey e o Uruguay foram retirados da lista de países, territórios ou regiões com regime claramente mais favorável, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2017.

      • Atualização dos valores do IAS e do Rendimento Mínimo Mensal Garantido: valor do Indexante dos Apoios Sociais em 2017 passa a ser 421,32€. Em conformidade, foi ajustado o valor do Rendimento Mínimo Mensal Garantido, que na Região Autónoma da Madeira corresponderá a 568,14€;
      • Taxas de tributação autónoma: As despesas de representação, ajudas de custo e compensação por deslocação em viatura própria do trabalhador, passam a ser su­jeitos a tributação autónoma, independentemente destes mesmos encargos serem dedutíveis em sede de IRC;
      • Prejuízos fiscais: É eliminada a regra que determina que os prejuízos fiscais a deduzir devem ser os apurados há mais tempo. Esta alteração prende-se com a redução do prazo de reporte dos prejuízos fiscais de 12 para 5 anos, que se aplicará aos prejuízos gerados a partir de 1 de Janei­ro de 2017. Para evitar que os prejuízos mais recentes caduquem, permite-se que sejam deduzidos primeiro aqueles cujo período de reporte se esgote primeiro;
      • Ficheiro SAF-T (PT): Todos os sujeitos passivos de IRC que exerçam a título principal, uma atividade comercial, industrial ou agrícola, com sede ou estabelecimento estável em território português, passam a estar obrigados a possuir capacidade de exportação de ficheiros SAF(T)-PT. Esta obrigação apenas estava prevista para quem organizava a sua contabilidade com recurso a meios informáticos;
      • Remuneração convencional do capital social: Todas as sociedades residentes em território portu­guês passam a poder deduzir ao seu lucro tributável o montante resultante da aplicação anual de uma taxa de 7% das entradas realizadas, até 2 milhões de euros, no âmbito da constituição da sociedade ou do aumento de capital social, considerando-se para o efeito tanto as entradas feitas em dinheiro como através da conversão de suprimentos ou de empréstimos a sócios. A dedução é efetuada no apuramento do lucro tributável relati­vo ao período de tributação em que sejam realizadas as entradas acima referidas, e nos cinco períodos de tributação seguinte;
      • Extinção dos benefícios em impostos periódicos: o acesso aos benefícios fiscais permanentes ou temporários por parte dos sujeitos passivos está dependente da inexistência de dívidas fiscais. No caso dos impostos periódicos, tal facto deve verificar-se não apenas no final do ano ou período de tributação em que se verificou o facto tributário, mas também no momento de liquidação do imposto a que o benefício respeita;
      • Isenção da prestação de garantia: Os pedidos de isenção da prestação de garantia, quando esta cause um prejuízo irreparável ao contribuinte ou em caso de manifesta falta de meios económicos, apenas podem ser indeferidos pela AT se existirem fortes indícios de que a insuficiência ou inexistência de bens se deve a atuação dolosa do interessado;
      • Comunicação dos elementos das faturas SAF-T(PT): O prazo para comunicação dos elementos das faturas é alterado para o dia 20 do mês seguinte ao da emissão da fatura (anteriormente era dia 25).

      A NEWCO está inteiramente disponível para aprofundar qualquer um destes desenvolvimentos ou prestar esclarecimentos sobre o impacto que estas alterações poderão ter nas empresas do Centro Internacional de Negócios da Madeira. Contacte-nos.

      Comentários desativados em Portugal: Novidades fiscais em 2017

      Post

      PERES – Programa Especial de Redução do Endividamento do Estado

      In Madeira, NEWCO, Portugal on outubro 25, 2016 by NEWCO Tagged: , , ,

       legal-1302034_1280-1

      Foi publicado a 3 de Novembro o Decreto-Lei 67/2016, que aprova o programa especial de regularização extraordinária de dívidas à Autoridade Tributária e Aduaneira e/ou à Segurança Social, que não tenham sido pagas nos seus prazos normais – até 31 de Maio de 2016, para as dívidas fiscais, e até 31 de Dezembro de 2015, para as dívidas à Segurança Social.

      Segundo o diploma que acaba de ser publicado, os contribuintes (pessoas singulares e coletivas) em situação de incumprimento poderão realizar, até 20 de Dezembro deste ano, o pagamento integral do valor em dívida beneficiando de um perdão total de juros e de custas do processo de execução fiscal e de atenuação das coimas associadas ao incumprimento do dever, ou aderir a um plano de pagamento a prestações, com a duração máxima de 11 anos (150 prestações), com redução nos juros e custas do processo e sem exigência de prestação de garantia.

      A adesão à regularização extraordinária de dívidas de créditos públicos junto da Autoridade Tributária (quanto a dívidas fiscais) ou do Instituto da Segurança Social, IP (quanto a dívidas contributivas), deverá ser efetuada por via eletrónica, nos respetivos portais online até ao dia 20 de Dezembro de 2016.

      Este novo quadro de regularização extraordinária tem como novidade, o facto de ser dirigido a contribuintes que pretendam regularizar a sua situação ainda que não disponham da capacidade financeira para solver as dívidas de uma só vez. Desta forma, o Governo pretende criar condições para a viabilização económica das empresas que tenham dívidas ao Estado e, ainda, apoiar as famílias cujo rendimento disponível não permita fazer face às dívidas entretanto acumuladas.

      A NEWCO está inteiramente disponível para esclarecer eventuais dúvidas sobre este programa.

      (atualizado a 04/11/2016)

       

      Comentários desativados em PERES – Programa Especial de Redução do Endividamento do Estado

      Post

      Malta sobe no ranking dos países mais competitivos do Mundo

      In International tax planning, Malta, Tax on outubro 11, 2016 by NEWCO

      Malta

      De acordo com dados do Relatório Global de Competitividade (2016-2017) do Fórum Económico Mundial (FEM), Malta melhorou o seu desempenho no ranking da competitividade tendo avançado oito lugares (40º) relativamente à posição do ano anterior (48ª), num universo de 138 países.

      O Índice de Competitividade Global (ICG), publicado todos os anos pelo FEM, mede a competitividade entre os países, comparando o “nível de produtividade” das economias através do cruzamento de critérios como: instituições, infra-estruturas,  ambiente macroeconómico, saúde e educação primária, educação superior e formação, eficiência dos mercados, eficiência dos mercados de trabalho,  eficiência dos mercados financeiros, tecnologia disponível, dimensão dos mercados internos e externos, sofisticação dos processos de produção e inovação.

      No ranking deste ano, a Suíça aparece em primeiro lugar pelo oitavo ano consecutivo, seguida de Singapura e dos Estados Unidos, países que tipicamente surgem nos lugares cimeiros deste tipo de rankings. Nos 20 primeiros lugares surgem nove países da UE (Holanda, Alemanha, Suécia, Reino Unido, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, Áustria e Luxemburgo).

      Malta está classificada na 40º posição do ICG, tendo-se destacado particularmente bem nas áreas de saúde e educação primária (18º), tecnologia disponível (20º) e ambiente macroeconómico (21º).

      Na área da saúde e educação primária, as melhores classificações que obteve foram nas categorias respetivas à esperança de vida (16º) e à qualidade da educação primária (19º). Os resultados mais significativos no que respeita à tecnologia disponível foram alcançados devido à largura de banda de internet (3º), assinaturas fixas de internet de banda larga (7º) e transferência de tecnologia (21º). No âmbito do pilar macroeconómico Malta classificou-se como o melhor país em termos de variação percentual anual da taxa de inflação (1º).

      O sucesso de Malta resulta, em grande medida, da coerência da sua estratégia económica, muito baseada na solidez macroeconómica e na atração de investimento estrangeiro. Leia no nosso blog a entrevista que fizemos recentemente a um dos protagonistas deste sucesso, Kenneth Farrugia, Presidente da FinanceMalta.

      Comentários desativados em Malta sobe no ranking dos países mais competitivos do Mundo

      t

      O sucesso de Malta – uma entrevista a Kenneth Farrugia, Presidente do FinanceMalta

      In Double taxation treaties, EU Directives, Holding, International tax planning, Malta, Tax, Tax planning, Trusts on setembro 23, 2016 by NEWCO Tagged: , , , ,

      Kenneth Farrugia FinanceMalta

      Há muitos anos que olho para Malta com um misto de surpresa e admiração.

      É certo que as circunstâncias históricas e a localização geográfica cedo obrigaram este país/ilha a encontrar formas eficazes de sobrevivência, mas dificilmente se poderia prever que o fizesse de maneira tão determinada e resiliente. Não é só o facto de manter um desempenho económico notável comparativamente a outros países da zona euro, mas de o conseguir em épocas de grande turbulência económica e social, tanto na europa como no norte de áfrica, os dois continentes com que faz fronteira.

      Os números publicados recentemente não enganam: em 2015 Malta registou uma taxa de crescimento histórica de 6,3%, a segunda mais alta na União Europeia, e tudo aponta para que esta tendência se mantenha em 2016 e 2017. Na origem deste sucesso está o aumento consistente no investimento e no consumo privado, ambos alavancados por uma estratégia de desenvolvimento económico diversificada, baseada na atração de investimento estrangeiro (IDE). E o sector dos serviços financeiros é o principal responsável pela atração de IDE para Malta, conforme demonstram os dados publicados em Fevereiro pela Malta National Statistics Office: no 1º semestre de 2015, as atividades financeiras e de seguros foram responsáveis por 98,1% do IDE correspondendo a um fluxo estimado de €5,2 bilhões e a um aumento de €3 bilhões em comparação com período homólogo, no ano anterior.

      O timing não podia, por isso, ser mais oportuno para uma conversa com o presidente de um dos principais atores deste caso de sucesso, Kenneth Farrugia, Presidente da FinanceMalta, organismo de promoção nacional para a indústria de serviços financeiros, que recentemente obteve o Selo de Prata atribuído pelo “Secretariado Europeu para a Análise de Cluster” tornando-se a única organização no país, e o primeiro cluster europeu a operar nos serviços financeiros, a obter este galardão.

      “Malta aprendeu muito com as lições que foram sendo deixadas pela crise”

       

      Em resposta à nossa pergunta sobre qual tem sido a fórmula para este sucesso, Kenneth Farrugia explicou que Malta aprendeu muito com as lições que foram sendo deixadas pela crise que afetou a Europa em 2007/2008. A verdade é que, devido à sua localização geográfica, o país tem estado no centro de várias crises – os problemas contínuos em diferentes países do norte de África, por um lado, as crises financeiras dos países no sul da Europa, por outro… Uma das lições aprendidas foi a importância de manter uma atitude rigorosa e conservadora, sobretudo no que diz respeito às atividades financeiras. Segundo Kenneth Farrugia, Malta conseguiu evidenciar-se graças à forma extremamente conservadora e prudente com que os bancos malteses têm gerido os seus balanços. O sector bancário maltês é muito forte e é o alicerce do crescimento do sector dos serviços internacionais em Malta.

      Por outro lado, a grande alavanca para o crescimento maltês foi a internacionalização dos seus sectores económicos. Na década de 80, quando Malta decidiu aderir à União Europeia, teve de adaptar todo o seu enquadramento legislativo. Numa primeira fase os operadores ganharam consciência das novas oportunidades que daí adviriam mas começaram por servir sobretudo o mercado interno. Com a entrada na União Europeia, os sectores ganharam uma dimensão completamente diferente graças à internacionalização da economia – para termos uma ideia, hoje em dia existem em Malta cerca de 27000 gestores de fundos enquanto há 10 anos atrás estes não passavam de uma mão cheia…

      Na opinião de Kenneth Farrugia, a proposta de valor de Malta passa pela supervisão de um único regulador sério e business oriented, a solidez do enquadramento legislativo, e a estabilidade política e económica. A qualidade dos recursos e das infraestruturas também são importantes, claro, mas estes fatores menos objetivos acabam por pesar muito no processo de decisão dos investidores estrangeiros e marcar a diferença, quando estes analisam jurisdições para a sua internacionalização.

      “a proposta de valor de Malta passa pela supervisão de um único regulador sério e business oriented, a solidez do enquadramento legislativo, e a estabilidade política e económica.”

       

      Se a internacionalização é crucial, não menos importante é a diversificação dos sectores económicos. A estratégia do governo maltês tem sido precisamente essa, a de estimular o desenvolvimento de diferentes sectores económicos e aproveitar as sinergias e a complementaridade que daí resultam. Hoje em dia, os serviços financeiros já contribuem para 13% do produto interno bruto de Malta, mas o turismo continua a ser um sector muito importante para a economia, tanto em termos de produto como de geração e emprego. Por outro lado, Malta sempre teve uma forte tradição marítima e o registo Maltês é hoje em dia o maior na Europa e o 7º maior no mundo inteiro, mas mais recentemente temos também assistido ao desenvolvimento do sector da aviação – não só comercial mas privada (aviões a jato privados), com a emergência de importantes operadores a ambos os níveis, que permitiram intensificaram as ligações diretas de Malta com outros centros de negócios importantes, como por exemplo o Dubai. Outros sectores que têm vindo a florescer são o da indústria cinematográfica (o Gladiador, por exemplo, foi filmado em Malta) e a área da medicina e saúde, que são indústrias com grande potencial de crescimento e impacto económico.

      “No que toca à substância, agimos com base no princípio da proporcionalidade”

      Todo este desenvolvimento gera, inevitavelmente, dúvidas sobre a capacidade de resposta do país às necessidades de substância dos seus investidores. Perante esta questão, Kenneth Farrugia foi perentório: “A substância é a base de qualquer investimento em Malta, já que nenhuma licença é concedida se não envolver a criação de substância no país. No entanto, as autoridades maltesas têm uma mentalidade muito virada para o negócio, e agem com base no princípio da proporcionalidade, ou seja, acreditamos que a substância deve ser exigida em linha com o plano de negócios e a realidade de cada empresa. Devemos dar as condições para os investidores encontrarem em malta a resposta que precisam para as suas necessidades de substância, porque do ponto de vista fiscal este é um elemento muito importante, na medida em que temos de assegurar que são atividades reais que estão na base do rendimento sujeito a benefícios”.

      Nesse sentido, o Governo criou incentivos para que as empresas pudessem atrair profissionais altamente qualificados de fora, e cada vez mais profissionais têm vindo a mudar a sua residência para Malta. A verdade é que não são apenas os incentivos fiscais que contam: existem muitas vantagens em ter uma atividade profissional estimulante numa ilha pequena, porque o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é incrível, há muita segurança, bom clima, as acessibilidades são muito boas… Além disso, também tem havido um esforço para aumentar a oferta interna de recursos qualificados – investindo em formação mas também oferecendo cuidados gratuitos para as crianças e incentivos para as mães trabalhadoras, por exemplo. “Estamos cientes de que esta combinação entre a existência de oferta qualificada local e a capacidade de atrair profissionais de fora é muito importante para dar resposta às necessidades de substância dos nossos clientes”, rematou Kenneth Farrugia.

      “Se pararmos de inovar, paramos de crescer”

       

      Qualquer pessoa que acompanhe o desenvolvimento de Malta percebe rapidamente que é na implementação criteriosa da sua visão estratégica que o país se distingue. E um dos elementos-chave da sua estratégia, é a inovação. Sobre este tema, Kenneth Farrugia afirmou que não só é possível Malta continuar a inovar nos serviços financeiros, como é imprescindível. “Se pararmos de inovar, paramos de crescer, e estamos convictos que a inovação é o principal facto diferenciador de Malta relativamente a outras jurisdições. Temos de estar constantemente a inovar e a melhorar a nossa proposta de valor e esforçamo-nos por ter um pipeline contínuo de novidades a sair para o mercado. Mas a inovação não passa apenas pela criação de novos produtos, tem várias facetas: podemos inovar através de alterações legislativas, de melhorias nos processos, de aumento na qualidade dos serviços… A inovação esteve sempre na base da nossa atividade e temos conseguido manter este ritmo em diferentes fases e ciclos, não temos dúvidas de que continuaremos a inovar.”

      Nós também não temos qualquer dúvida de que Malta continuará a dar cartas e a constituir um caso de sucesso na gestão e desempenho do seu desenvolvimento económico.

       

      Comentários desativados em O sucesso de Malta – uma entrevista a Kenneth Farrugia, Presidente do FinanceMalta

      Follow

      Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

      Join other followers:

      Siga-nos nas redes sociais:
      Copyright 2013 NEWCO