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NEWOFFICE: criar empresa em Malta com maior eficiência

In International tax planning,Malta,NEWCO,Substance,Tax planning on março 20, 2019 by NEWCO Tagged: , , ,

Criar empresa Malta

Com a abertura do nosso NEWOFFICE Malta, criar uma empresa neste país é agora mais rápido e mais eficiente. Para complementar os serviços de constituição e gestão de empresas em Malta, a NEWCO passa a disponibilizar escritórios com serviços partilhados para os clientes que querem criar empresa e iniciar a sua atividade em Malta com a máxima produtividade e flexibilidade.

Criar empresa no centro de Valletta

Localizados na baía de Valletta, perto do Terminal de Cruzeiros e com fácil acesso ao centro de Valletta, os versáteis escritórios com serviços partilhados da NEWCO permitem que os nossos clientes se foquem no crescimento da sua atividade internacional, com o apoio da nossa equipa tanto na criação de empresas como em todos os serviços de outsourcing necessários para o dia a dia do escritório e o cumprimento de todas as obrigações contabilísticas, fiscais e legais em Malta.

Soluções profissionais para criar empresa Malta

Conscientes da importância da substância e direção efetiva ao criar uma empresa em Malta, muitos clientes recorrem aos serviços que a NEWCO oferece na criação e gestão de empresas em Malta, cumprimento de obrigações contabilísticas e fiscais, processamento de salários, consultoria legal e fiscal e recrutamento, estes últimos em parceria com conceituados e experientes prestadores de serviços.

Images - Rene Rossignaud

Escritórios mobilados com serviços partilhados

Os nossos escritórios com serviços partilhados, localizados na baía de Valletta, proporcionam flexibilidade e eficiência aos clientes que pretendem criar empresa Malta. Os escritórios estão mobilados e dispõem de telefone, wi-fi, ar condicionado e cacifo com cadeado. Está incluído o apoio de receção, recolha de correio, limpeza semanal, utilização da sala de reuniões 1 h por semana, despesas de água e luz e um primeiro kit de estacionário.  A estas vantagens acresce a proximidade à equipa da NEWCO, que assegura os serviços de outsourcing necessários para a gestão de empresas em Malta.

Serviço de Sede Social Plus

Enquanto as empresas ainda estão a alavancar a sua atividade em Malta, poderão beneficiar do serviço de Sede Social Plus que, para além da sede dá acesso à utilização de escritório mobilado e sala de reuniões algumas horas por semana, serviços complementares e soluções flexíveis para utilização por vários colaboradores.

Serviços para expatriados e famílias

Graças às parcerias estabelecidas com reputadas empresas nos respetivos sectores, para além de criar empresa e apoiar a instalação rápida da sua atividade em Malta, a NEWCO presta também os serviços necessários para a contratação ou relocação de trabalhadores para Malta, escolha de alojamento ou aquisição de casa, obtenção de vistos ou legalização de documentos, preparação de contratos de trabalho e todos os serviços de assistência pessoal necessários para uma boa integração pessoal e familiar em Malta.

A NEWCO presta serviços de apoio ao investimento externo em Portugal, Madeira e Malta. Com mais de 25 anos de experiência, a NEWCO oferece aos seus clientes a confiança de quem sabe interpretar e sistematizar a informação relevante do ponto de vista fiscal, ultrapassar as barreiras e burocracias dos investimentos num novo mercado e cumprir todas as obrigações contabilísticas, jurídicas e fiscais, permitindo que os seus clientes se concentrem em fazer crescer o seu negócio.

Faça download da Brochura NEWOFFICE Malta para saber mais.

Espreite os nossos serviços NEWOFFICE na Madeira.

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Malta implementa orientações da UE contra as práticas de elisão fiscal

In EU Directives,Malta,NEWCO,Tax planning on fevereiro 11, 2019 by NEWCO Tagged: , , , , , ,

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Em julho de 2016, o Conselho Europeu publicou a Diretiva (EU) 2016/1164, posteriormente modificada pela Diretiva EU 2017/952, estabelecendo regras contra as práticas de elisão fiscal com incidência direta no funcionamento do mercado interno.

Estas Diretivas, conhecidas pela designação inglesa ATAD (Anti Tax Avoidance Directive) reúnem um conjunto de medidas que visam uma tributação mais justa e eficiente através da implementação de mecanismos anti-abuso direcionados para empresas multinacionais e operações transfronteiriças, em coerência com as conclusões e recomendações dos trabalhos do G20 e da OCDE sobre a erosão da base tributável e a transferência de lucros (vulgarmente conhecidos por BEPS – Base Erosion and Profit Shifting).

Cumprindo os prazos de transposição impostos pela Diretiva, Malta publicou a 11 de dezembro de 2018 a Regulamentação 411 de 2018, que introduz no ordenamento jurídico interno ou adapta as regras contra a elisão fiscal previstas na Diretiva.

Para além da adaptação da Cláusula Geral Antiabuso (GAAR) a partir de 1 de janeiro de 2019 passaram a aplicar-se às empresas maltesas as seguintes regras:

Limite à dedutibilidade dos juros:

Os gastos excessivos com empréstimos obtidos (o montante pelo qual os custos de empréstimos dedutíveis – despesas com juros em todos os tipos de endividamento, outros custos economicamente equivalentes aos juros e despesas incorridas relacionadas com a obtenção de financiamento – de um contribuinte nos termos do Código do imposto sobre o rendimento, se não fosse pelo disposto nesta Regra, excedem as despesas de juros colectáveis e outas receitas tributáveis economicamente equivalentes que o contribuinte recebe) serão dedutíveis no período de tributação em que forem incorridos até, no máximo, trinta por cento (30%) do EBITDA do contribuinte.

O contribuinte poderá reportar a exercícios posteriores, sem limite de tempo, os gastos excessivos com empréstimos obtidos e, até um máximo de cinco (5) anos, a capacidade de dedução de juros não utilizada, que não possam ser deduzidos no período de tributação em curso.

Não obstante a regra geral referida acima, o contribuinte pode deduzir os gastos excessivos com empréstimos obtidos até três milhões de euros (3.000.000€), para além de outras derrogações previstas na Lei. Saiba +

Regra das sociedades estrangeiras controladas CFC):

Uma entidade ou um estabelecimento cujos lucros não são tributados ou são isentos de imposto será tratado como uma empresa estrangeira controlada sempre que se cumprirem as seguintes condições:

(a) no caso de uma entidade, o próprio contribuinte ou juntamente com as empresas associadas ao mesmo detém uma participação direta ou indireta de mais de cinquenta por cento (50%) dos direitos de voto, ou detém direta ou indiretamente mais de cinquenta por cento (50%) do capital ou tem direito a receber mais de cinquenta por cento (50%) dos lucros dessa entidade; e

(b) o imposto efetivo sobre o rendimento das pessoas coletivas pago sobre os seus lucros pela entidade ou pelo estabelecimento estável é inferior à diferença entre o imposto que teria sido cobrado à entidade ou ao estabelecimento estável segundo a legislação relativa ao imposto sobre o rendimento (conforme calculado de acordo com a legislação relativa ao imposto sobre o rendimento) e o imposto efetivo sobre o rendimento das pessoas coletivas pago sobre os respetivos lucros pela entidade ou pelo estabelecimento estável.

Sempre que uma entidade ou um estabelecimento estável for tratado como uma empresa estrangeira controlada, os rendimentos não distribuídos da entidade ou estabelecimento estável, resultantes de esquemas não genuínos que tenham sido implementados com o propósito essencial de obter uma vantagem fiscal, serão incluídos na base tributável. Saiba +

Tributação à saída:

Esta regra produz efeitos a 1 de janeiro de 2020.

Um contribuinte estará sujeito a um imposto sobre as mais-valias que são calculadas com base num montante igual ao valor de mercado (o montante pelo qual um ativo pode ser trocado, ou as obrigações mútuas podem ser liquidadas entre compradores e vendedores interessados independentes numa transação direta) dos ativos transferidos, aquando da saída dos ativos, deduzido o seu valor para efeitos fiscais, em qualquer uma das seguintes circunstâncias:

(a) um contribuinte transfere ativos da sua sede em Malta para o seu estabelecimento estável em outro Estado-Membro da UE ou num país terceiro na medida em que Malta já não tem o direito de tributar mais-valias provenientes da transferência desses ativos devido à saída/transferência;

(b) um contribuinte transfere ativos do seu estabelecimento estável em Malta para a sua sede ou para outro estabelecimento estável em outro Estado-Membro da EU ou num país terceiro na medida em que Malta já não tem o direito de tributar mais-valias decorrentes da transferência desses ativos devido à saída/transferência;

(c) um contribuinte transfere a sua residência fiscal de Malta para outro Estado-Membro da EU ou para um país terceiro, exceto em relação aos ativos que permanecem efetivamente associados a um estabelecimento estável em Malta;

(d) um contribuinte transfere a atividade realizada pelo seu estabelecimento estável em Malta para outro Estado-Membro da EU ou para um país terceiro na medida em que Malta já não tem o direito de tributar mais-valias decorrentes da transferência desses ativos devido à saída/transferência.

O pagamento pode ser diferido em determinadas circunstâncias. Saiba +

Impacto sobre as empresas maltesas

Espera-se que as autoridades maltesas publiquem em breve as suas orientações relativamente à interpretação e implementação destas normas, por forma a que as empresas maltesas eventualmente afetadas por alguma destas regras possam adaptar-se e operar com a segurança e estabilidade que carateriza esta jurisdição. A NEWCO está inteiramente disponível para esclarecer quaisquer questões sobre o impacto que destas novas regras na legislação maltesa.

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Novo webinar: Vantagens de Malta para a gestão de negócios internacionais

In Double taxation treaties,Holding,International tax planning,Malta,Tax,Tax incentives,Tax planning on fevereiro 19, 2018 by NEWCO Tagged: , ,

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Webinar: Vantagens de Malta, 28 de Fevereiro às 15h

No nosso próximo webinar, explicaremos porque Malta é atualmente uma das jurisdições da União Europeia mais atrativas para a gestão de negócios internacionais.

Com um governo focado na atração de investimento externo e no estabelecimento de um ambiente empresarial seguro, estável e aberto, um regime fiscal competitivo, regulamentado e com taxas efetivas de imposto muito reduzidas, baixos custos operacionais e fácil acesso ao mercado europeu e norte-africano, Malta tem atraído cada vez mais investidores em diferentes setores de atividade.

Neste webinar apresentaremos as vantagens desta jurisdição para a gestão de negócios internacionais, bem como o seu regime fiscal e algumas das oportunidades que proporciona para operações de comércio internacional, gestão de participações sociais, planeamento sucessório e proteção de ativos, entre outras.

Inscreva-se já.

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MALTA: Registo de Beneficiário Efetivo

In International tax planning,Malta,Tax planning on janeiro 15, 2018 by NEWCO Tagged: , , ,

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A 20 de Dezembro de 2017, foi publicada em Malta a legislação inerente à transposição da Diretiva (UE) 2015/849 do Parlamento Europeu e do Conselho de 20 de Maio de 2015, relativa à prevenção da utilização do sistema financeiro para efeitos de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo, nomeadamente criando o Registo de Beneficiários Efetivos.

A este respeito, é criado um Registo de Beneficiário Efetivo, tendo sido publicada legislação atinente aos Trust e Trustees, Fundações, Associações, assim como às empresas/sociedades. Quanto a estas últimas, as alterações são feitas no âmbito do “Companies Act” e sobre as quais nos debruçamos de seguida.

A partir da data da sua entrada em vigor (1 de Janeiro de 2018), sempre que seja constituída uma nova sociedade comercial, juntamente com toda a documentação a entregar ao Registo deverá ser entregue uma declaração assinada pelos Diretores da sociedade contendo a seguinte informação sobre os Beneficiários Efetivos (UBO) da empresa: nome, data de nascimento, nacionalidade, país de residência, número de documento de identificação oficial, indicando o tipo de documento e país de emissão, assim como a natureza e a extensão do seu interesse.

Esta obrigatoriedade aplica-se igualmente a sociedades que sejam redomiciliadas para Malta.

De igual forma, sempre que haja uma qualquer alteração dos UBO, uma transmissão de ações, uma redução ou aumento de capital, uma qualquer reestruturação do capital social ou uma alteração nos direitos de voto da sociedade, deverá ser entregue ao Registo uma declaração com informação atualizada sobre os UBO.

Todas as sociedades Maltesas deverão ter, a todo o tempo, um registo interno de UBO com informação adequada, atualizada e precisa sobre os respetivos UBO.

As empresas já existentes em Malta deverão cumprir com estas obrigações no prazo máximo de 6 meses, a contar da data de entrada em vigor desta legislação. Na verdade, na data de aniversário do seu registo ou quando haja alguma alteração nos seus beneficiários efetivos ou, no máximo, quando perfaçam 6 meses a contar da data de entrada em vigor desta legislação, deverão apresentar uma declaração ao Registo com a informação sobre os respetivos UBO.

Anualmente, todas as empresas entregarão uma declaração ao Registo, assinada por um Diretor ou pelo Secretário, com a referida informação sobre os UBO e datas de toda e qualquer alteração a esse respeito.

O não cumprimento com as regras acima elencadas, responsabilizam a sociedade, seus corpos sociais, sócios e beneficiários efetivos. Poderão ser aplicadas multas, além da impossibilidade de qualquer registo referente à sociedade junto do Registo.

Refira-se que o acesso ao Registo de Beneficiários Efetivos em Malta está limitado à Financial Intelligence Analysis  Unit, à autoridade tributária nacional e a qualquer outra autoridade nacional competente no âmbito da prevenção do branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo. Este acesso é feito sem qualquer restrição e sem qualquer notificação ou aviso prévio à respetiva sociedade.

É ainda possível o acesso a pessoas ou entidades que tenham o propósito de realizar uma due diligence, nos termos da legislação contra o branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo.

Por fim, é possível ainda o acesso a qualquer pessoa ou entidade, mediante pedido escrito, que mostre um interesse legítimo, sendo que este deverá ser cabalmente demonstrado como específica e unicamente relacionado com a prevenção, deteção e combate ao branqueamento de capitais ou financiamento do terrorismo.

A NEWCO está inteiramente disponível para aprofundar ou prestar esclarecimentos sobre o impacto desta nova legislação nas sociedades de Malta.

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Novo Webinar: Residentes não habituais em Portugal

In Madeira,NEWCO,Portugal,Tax,Tax incentives,Tax planning on outubro 2, 2017 by NEWCO Tagged: , , , , ,

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10 de Outubro às 3 pm GMT

As caraterísticas de Portugal e das suas diferentes regiões seriam suficientes para justificar uma nova vida neste país, mas as vantagens fiscais disponíveis constituem a cereja no topo do bolo para quem pretende investir e viver em Portugal, incluindo Madeira.

De forma a atrair para Portugal indivíduos de elevado património líquido, foi criado um regime fiscal especial em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), para os residentes não habituais. Este regime, válido por 10 anos consecutivos, proporciona condições muito vantajosas para rendimentos obtidos em Portugal ou no exterior, se cumpridas determinadas condições. Constitui, assim, um excelente mecanismo tanto para a atração de quadros profissionais altamente qualificados como de investidores com operações internacionais.

No nosso próximo webinar, apresentaremos os benefícios deste regime fiscal especial e as oportunidades que apresenta para investidores internacionais.

Inscreva-se já.

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Novo Guia: Residentes não habituais em Portugal

In Madeira,Malta,NEWCO,Portugal,Tax incentives,Tax planning on setembro 19, 2017 by NEWCO Tagged: , , ,

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As caraterísticas de Portugal e das suas diferentes regiões seriam suficientes para justificar uma nova vida neste país, mas as vantagens fiscais disponíveis constituem a cereja no topo do bolo para quem pretende investir e viver em qualquer região de Portugal, incluindo a Madeira.

No nosso novo Guia, explicamos as vantagens do regime fiscal disponível para não residentes habituais em Portugal e de que forma investidores com atividades internacionais poderão tirar o melhor partido destes benefícios.

Descarregue já!

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Eis como os nossos clientes avaliam a NEWCO

In NEWCO on agosto 9, 2017 by NEWCO Tagged: , ,

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O sucesso de Malta – uma entrevista a Kenneth Farrugia, Presidente do FinanceMalta

In Double taxation treaties,EU Directives,Holding,International tax planning,Malta,Tax,Tax planning,Trusts on setembro 23, 2016 by NEWCO Tagged: , , , ,

Kenneth Farrugia FinanceMalta

Há muitos anos que olho para Malta com um misto de surpresa e admiração.

É certo que as circunstâncias históricas e a localização geográfica cedo obrigaram este país/ilha a encontrar formas eficazes de sobrevivência, mas dificilmente se poderia prever que o fizesse de maneira tão determinada e resiliente. Não é só o facto de manter um desempenho económico notável comparativamente a outros países da zona euro, mas de o conseguir em épocas de grande turbulência económica e social, tanto na europa como no norte de áfrica, os dois continentes com que faz fronteira.

Os números publicados recentemente não enganam: em 2015 Malta registou uma taxa de crescimento histórica de 6,3%, a segunda mais alta na União Europeia, e tudo aponta para que esta tendência se mantenha em 2016 e 2017. Na origem deste sucesso está o aumento consistente no investimento e no consumo privado, ambos alavancados por uma estratégia de desenvolvimento económico diversificada, baseada na atração de investimento estrangeiro (IDE). E o sector dos serviços financeiros é o principal responsável pela atração de IDE para Malta, conforme demonstram os dados publicados em Fevereiro pela Malta National Statistics Office: no 1º semestre de 2015, as atividades financeiras e de seguros foram responsáveis por 98,1% do IDE correspondendo a um fluxo estimado de €5,2 bilhões e a um aumento de €3 bilhões em comparação com período homólogo, no ano anterior.

O timing não podia, por isso, ser mais oportuno para uma conversa com o presidente de um dos principais atores deste caso de sucesso, Kenneth Farrugia, Presidente da FinanceMalta, organismo de promoção nacional para a indústria de serviços financeiros, que recentemente obteve o Selo de Prata atribuído pelo “Secretariado Europeu para a Análise de Cluster” tornando-se a única organização no país, e o primeiro cluster europeu a operar nos serviços financeiros, a obter este galardão.

“Malta aprendeu muito com as lições que foram sendo deixadas pela crise”

 

Em resposta à nossa pergunta sobre qual tem sido a fórmula para este sucesso, Kenneth Farrugia explicou que Malta aprendeu muito com as lições que foram sendo deixadas pela crise que afetou a Europa em 2007/2008. A verdade é que, devido à sua localização geográfica, o país tem estado no centro de várias crises – os problemas contínuos em diferentes países do norte de África, por um lado, as crises financeiras dos países no sul da Europa, por outro… Uma das lições aprendidas foi a importância de manter uma atitude rigorosa e conservadora, sobretudo no que diz respeito às atividades financeiras. Segundo Kenneth Farrugia, Malta conseguiu evidenciar-se graças à forma extremamente conservadora e prudente com que os bancos malteses têm gerido os seus balanços. O sector bancário maltês é muito forte e é o alicerce do crescimento do sector dos serviços internacionais em Malta.

Por outro lado, a grande alavanca para o crescimento maltês foi a internacionalização dos seus sectores económicos. Na década de 80, quando Malta decidiu aderir à União Europeia, teve de adaptar todo o seu enquadramento legislativo. Numa primeira fase os operadores ganharam consciência das novas oportunidades que daí adviriam mas começaram por servir sobretudo o mercado interno. Com a entrada na União Europeia, os sectores ganharam uma dimensão completamente diferente graças à internacionalização da economia – para termos uma ideia, hoje em dia existem em Malta cerca de 27000 gestores de fundos enquanto há 10 anos atrás estes não passavam de uma mão cheia…

Na opinião de Kenneth Farrugia, a proposta de valor de Malta passa pela supervisão de um único regulador sério e business oriented, a solidez do enquadramento legislativo, e a estabilidade política e económica. A qualidade dos recursos e das infraestruturas também são importantes, claro, mas estes fatores menos objetivos acabam por pesar muito no processo de decisão dos investidores estrangeiros e marcar a diferença, quando estes analisam jurisdições para a sua internacionalização.

“a proposta de valor de Malta passa pela supervisão de um único regulador sério e business oriented, a solidez do enquadramento legislativo, e a estabilidade política e económica.”

 

Se a internacionalização é crucial, não menos importante é a diversificação dos sectores económicos. A estratégia do governo maltês tem sido precisamente essa, a de estimular o desenvolvimento de diferentes sectores económicos e aproveitar as sinergias e a complementaridade que daí resultam. Hoje em dia, os serviços financeiros já contribuem para 13% do produto interno bruto de Malta, mas o turismo continua a ser um sector muito importante para a economia, tanto em termos de produto como de geração e emprego. Por outro lado, Malta sempre teve uma forte tradição marítima e o registo Maltês é hoje em dia o maior na Europa e o 7º maior no mundo inteiro, mas mais recentemente temos também assistido ao desenvolvimento do sector da aviação – não só comercial mas privada (aviões a jato privados), com a emergência de importantes operadores a ambos os níveis, que permitiram intensificaram as ligações diretas de Malta com outros centros de negócios importantes, como por exemplo o Dubai. Outros sectores que têm vindo a florescer são o da indústria cinematográfica (o Gladiador, por exemplo, foi filmado em Malta) e a área da medicina e saúde, que são indústrias com grande potencial de crescimento e impacto económico.

“No que toca à substância, agimos com base no princípio da proporcionalidade”

Todo este desenvolvimento gera, inevitavelmente, dúvidas sobre a capacidade de resposta do país às necessidades de substância dos seus investidores. Perante esta questão, Kenneth Farrugia foi perentório: “A substância é a base de qualquer investimento em Malta, já que nenhuma licença é concedida se não envolver a criação de substância no país. No entanto, as autoridades maltesas têm uma mentalidade muito virada para o negócio, e agem com base no princípio da proporcionalidade, ou seja, acreditamos que a substância deve ser exigida em linha com o plano de negócios e a realidade de cada empresa. Devemos dar as condições para os investidores encontrarem em malta a resposta que precisam para as suas necessidades de substância, porque do ponto de vista fiscal este é um elemento muito importante, na medida em que temos de assegurar que são atividades reais que estão na base do rendimento sujeito a benefícios”.

Nesse sentido, o Governo criou incentivos para que as empresas pudessem atrair profissionais altamente qualificados de fora, e cada vez mais profissionais têm vindo a mudar a sua residência para Malta. A verdade é que não são apenas os incentivos fiscais que contam: existem muitas vantagens em ter uma atividade profissional estimulante numa ilha pequena, porque o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é incrível, há muita segurança, bom clima, as acessibilidades são muito boas… Além disso, também tem havido um esforço para aumentar a oferta interna de recursos qualificados – investindo em formação mas também oferecendo cuidados gratuitos para as crianças e incentivos para as mães trabalhadoras, por exemplo. “Estamos cientes de que esta combinação entre a existência de oferta qualificada local e a capacidade de atrair profissionais de fora é muito importante para dar resposta às necessidades de substância dos nossos clientes”, rematou Kenneth Farrugia.

“Se pararmos de inovar, paramos de crescer”

 

Qualquer pessoa que acompanhe o desenvolvimento de Malta percebe rapidamente que é na implementação criteriosa da sua visão estratégica que o país se distingue. E um dos elementos-chave da sua estratégia, é a inovação. Sobre este tema, Kenneth Farrugia afirmou que não só é possível Malta continuar a inovar nos serviços financeiros, como é imprescindível. “Se pararmos de inovar, paramos de crescer, e estamos convictos que a inovação é o principal facto diferenciador de Malta relativamente a outras jurisdições. Temos de estar constantemente a inovar e a melhorar a nossa proposta de valor e esforçamo-nos por ter um pipeline contínuo de novidades a sair para o mercado. Mas a inovação não passa apenas pela criação de novos produtos, tem várias facetas: podemos inovar através de alterações legislativas, de melhorias nos processos, de aumento na qualidade dos serviços… A inovação esteve sempre na base da nossa atividade e temos conseguido manter este ritmo em diferentes fases e ciclos, não temos dúvidas de que continuaremos a inovar.”

Nós também não temos qualquer dúvida de que Malta continuará a dar cartas e a constituir um caso de sucesso na gestão e desempenho do seu desenvolvimento económico.

 

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Siga-nos e vá de férias sem perder nada de importante

In Madeira,Malta,NEWCO,Portugal,Tax planning on agosto 1, 2016 by NEWCO Tagged: , ,

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Siga-nos e vá de férias sem perder as notícias mais importantes sobre Madeira e Malta.

Por muito que o calor aperte, continuaremos a pô-lo a par de tudo o que acontece de relevo em termos da fiscalidae internacional nestas duas jurisdições.

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In Madeira,Madrid,Malta,NEWCO,Portugal on junho 24, 2016 by NEWCO Tagged: , , ,

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